quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A arte da periferia


 “A poesia tem que descer do pedestal e beijar os pés da comunidade”. Já foi tempo que a produção literária era considerada produto apenas de determinadas classes sociais. Na verdade, as palavras são uma poderosa ferramenta para dar voz a quem esteja disposto a dividir suas ideias, anseios e sonhos. Não podemos esquecer que a “literatura é a celebração das palavras, o resto é gente fácil que fala difícil”.

Sérgio Vaz é poeta, ativista cultural e fundador do sarau da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa). Nascido em São Paulo, ele tem transformado a vida de milhares de pessoas da maior cidade do país por meio da poesia. Ele será o convidado do Conversas Plugadas especial, que acontece nessa quarta, dia 9, na sala principal do Teatro Castro Alves, em Salvador. Sergio vai falar sobre a poesia na periferia e outras experiências literárias. O evento ainda conta com a participação especial do Sarau Bem Legal e Coletivo Blackatitude.

“Fartura” é a palavra que o poeta usa para definir o panorama da produção literária nas periferias atualmente. “Devido aos saraus, muitos poetas estão se apoderando da palavra e dos livros”, diz ele. O Sarau da Cooperifa pode ser definido como um exercício de democratização do uso da palavra e de reação política à exclusão.

Como toda forma de expressão, a literatura também vem acompanhando as demandas da sociedade. “Os poetas e admiradores da poesia encontraram nas dezenas de saraus um espaço para ouvir e falar poesia. Mesmo sem editora ou dinheiro para bancar uma gráfica, os poetas têm espaços para mostrar sua produção”, completa.

De acordo com Sergio, antes esses poetas eram visto como “exóticos”, por não serem conhecidos. E, hoje, a periferia que era retratada em livros pelos “outros”, vem conquistando seu protagonismo. 

Para quem quiser conferir essa conversa, o Teatro Castro Alves fica na Praça Dois de Julho, s/n – Campo Grande, Salvador.  O evento é gratuito e começa às 19h30, e também terá transmissão ao vivo através do site do IRDEB. Mais informações pelo telefone (71) 3535-0600.

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