quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Especial Villa-Lobos

Já que uma andorinha só não faz verão, e ideias sem apoio não vingam, conto com a participação de Carol Freitas em mais um especial do blog. E, agora, é a vez de Villa-Lobos. Para começar, a introdução escrita por Carol. Aproveito para convidá-los a conhecer o blog dela, Tigela Colorida.


“Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta.”

1887. Nasce no Brasil o homem que revolucionaria a história da música erudita no país: Heitor Villa-Lobos. Inspirado em nomes como Sebastian Bach e no folclore brasileiro, Villa-Lobos compôs peças que seriam depois imortalizadas em nosso cenário musical. Compôs concertos para quase todos os instrumentos e democratizou o erudito de forma bem brasileira em toda sua obra.

Compositor, maestro, e um militante da nossa arte fora do país, Villa-Lobos defendeu intensamente sua própria forma de compor, de misturar estilos, de lutar por sua carreira, mesmo ainda sendo desconhecido do público no Brasil.

Dentre seus trabalhos, nos agraciou com as “Bachianas Brasileiras” – em que uma delas ganhou letra de Ferreira Gullar, transformando-se no clássico “Trenzinho Caipira” -, “Choros”, e que são consideradas suas mais importantes composições. Criou também para o cinema, corais e óperas. Colocou em cada uma delas um sentimento de brasilidade e de inovação, que nem sempre era bem recebido pela crítica e pelas platéias, mas que ficou para nós como um dos legados mais importantes de sua obra: a originalidade.

Nesse ano, onde se completa 50 anos de sua morte, Villa-Lobos será homenageado pelo Blog Cultura em Movimento, com uma série que mostrará, em 3 matérias, o caminho seguido pelo artista, sua luta, contribuição e paixão pela música brasileira.

Na próxima semana, a primeira matéria: Villa-Lobos e a música do Brasil.