terça-feira, 7 de abril de 2009

Os poetas do cotidiano


O tempo não pára. E as notícias, também não. Manter a população informada é missão desses profissionais, que fazem da sua rotina uma busca incessante pela melhor maneira de dar ao seu leitor/espectador/ouvinte a melhor qualidade da informação possível. E hoje, 7 de abril, é o dia deles, os jornalistas.

Apurar, entrevistar e resumir um mundo de informações em um título, em um parágrafo, em uma matéria. Pode parecer uma tarefa fácil para quem vê de fora. Quem tem a notícia ali, pronta, nas mãos, não imagina todo o processo para que ela fique pronta e com a qualidade devida. O bom jornalista é aquele que, com o uso das palavras mais simples, consegue passar a informação com a melhor qualidade. Jornalista não fala difícil. Ele, como arquiteto da ortografia, usa das palavras mais corriqueiras para construir sua obra de arte, um texto compreensível para a maioria das pessoas que terão acesso a ele.

Conseguir a pessoa certa para falar, estar no lugar certo e na hora certa e contar com a sorte: esse é o dia-a-dia de todo jornalista que preza pela seriedade e honestidade nas notícias que ele faz circular. E não podemos dispensar o quesito sorte no fazer jornalístico, pois vivendo nesse mundo das notícias, percebemos que o ‘anjo da guarda’ sempre protege aqueles jornalistas que estão em busca da qualidade da informação. Mas, nem sempre é assim que acontece.

Não são poucos os casos de manipulação da informação em benefício dos interesses de alguém ou alguma instituição. Dados alterados ou até mesmo omitidos, que tanto já se repetiram na história da imprensa, acabaram gerando a desconfiança por parte daquele que recebe a notícia. Mas, para ser um bom jornalista, é preciso entender que esse profissional não é um formador de opinião, ele tem o dever de passar a informação correta, para que seu leitor/espectador/ouvinte tenha a capacidade de tirar suas próprias conclusões.

E devemos reconhecer que, apesar de todos os problemas em relação à manipulação de informação que já aconteceram, há ainda aqueles jornalistas interessados na seriedade do seu trabalho. Esses poetas do cotidiano têm em suas mãos o mundo, e cabe a eles fazer com que essa ‘poesia diária’ seja clara e verdadeira, honrando o tão importante papel que a mídia tem em nossa sociedade.

Ao mesmo tempo que escrevo esse texto para quem lê esse blog, o escrevo para mim, também, para que eu não me esqueça do quanto eu sou responsável pelas notícias que faço circular. Eu, como estudante de jornalismo, considero hoje também o meu dia. E que eu e essa nova geração de jornalistas que está para se formar, possamos fazer a diferença. Que possamos construir uma imprensa mais honesta e coerente, valorizando a informação, e não a imposição de idéias e valores. Que usemos sempre da verdade e clareza, a serviço de um bem maior: a boa informação da população.

3 comentários:

lan* disse...

o bom é que você me dá outras notícias da praça central, de veredas varandas, do carnaval, do litoral, de um lúdico navegante.
diz tranqueiras, dá conselho de amigo, conta coisas triviais, sublimes, atos falhos e de cão no calcanhar.
sabe de primaveras perdidas, papagaio, palhaçada, vestido de baile, delírios de farol.
tá que vez em quando diz umas coisas na lata e me manda pastar. fazer o quê?
mas acho que a aurora das coisas tá nisso daí - na mistura de tudo que tem que ser feito pra que coisas de qualidade cheguem onde tem que chegar.

parabéns. (:
beijoca.

ps - essa imagem é tãããããão bonita! quem te ajudou a escolher, carol?

Carol Freitas disse...

Essa mistura é que faz isso aqui ficar interessante...A capacidade de passear por todos os assuntos tirando o que de melhor eles tem...
Vc tem mesmo que comemorar esse dia.. :)

Parabéns, mais uma vez...

. fina flor . disse...

se os estudantes de jornalismo cultivarem essa preocupação com certeza ficaremos menos expostos a esse tipo de coisa, querida ;o)

beijos,

MM.