sábado, 15 de março de 2008

Raquel Koehler

Com um swing e uma força incomparáveis, a niteroiense Raquel Koehler é pura energia. Filha de um engenheiro e uma motorista de ônibus escolar, Raquel não tem nenhuma influência musical na família. Sendo assim, o começo de seu contato com a arte foi de uma maneira estranha, como ela mesma define.

Raquel começou a trabalhar cedo, e aos 17 anos já estava empregada em um cartório. "Minha vida estaria feita, se não fosse uma grande inquietação e rejeição ao normal", comenta ela que, aos 21 anos largou a Faculdade de Direito e o cartório, e foi fazer Publicidade. Mas, seis meses depois dessa mudança, e não muito satisfeita com a escolha, Raquel decide fazer Faculdade de Teatro.

E foi aí que ela descobriu a música. Desempregada e sem ter como pagar a faculdade, Raquel foi estagiar numa agência de publicidade, e foi lá que conheceu seu primeiro parceiro e fez sua primeira música. Foi também nessa época que ela começou a fazer seus primeiros shows. "Descobri que toda essa inquietação é uma virtude ou defeito de fábrica dos artistas (risos)", diz Raquel.

Aos 23 anos, voltou para o cartório, mas agora com um objetivo certo: esse emprego financiaria a sua carreira. E, assim, foi descobrindo que era da música que ela sempre quis viver, mas talvez não acreditasse que fosse possível.

E foi um grande desafio o responsável pelo lançamento de seu primeiro cd, "Pilhagem". "Recebi a letra de 'Fazer o quê?!' de Kinho Vaz, um grande amigo e poeta que, como em um desafio, me deu a letra e um prazo para devolvê-la pronta, cantada. Numa 'piração' de poucos dias acordei cantando, coisa de maluco mesmo", conta ela que, a partir daí, conheceu muitas pessoas que a apresentaram material de grandes compositores. E, desse conhecimento todo, surgiu o cd. E nele, há músicas de compositores como Marcos Lima e Vitor Carvalho, ambos conterrâneos de Raquel. "O mais legal foi me permitir ser fã desse pessoal, intérprete mesmo. O que, na minha opinião, é meu maior talento (risos)".

Assim, Raquel ficou um ano gravando o cd, e foi um ano de grande aprendizado para ela. Mas, mais uma vez, estava ela presa numa sala, como na época em que trabalhou no cartório e na agência. E sobre isso, ela comenta: "Esse um ano me fez ter pelo estúdio um grande respeito, encantamento e pavor. Era uma relação seca, fria, quase aquela da mesa do computador no cartório e na agência. Descobri que se fosse atriz, só me daria bem no teatro, porque além de ser artista, o que eu gosto mesmo é de aparecer (risos)".

Dentre os grandes incentivadores de sua carreira estão Fátima Regina, grande cantora de Bossa Nova e formadora de carreiras - considerada pela Raquel, a mãe da sua -, e Zé Netto, que veio a ser o produtor e arranjador de seu disco.

E é com toda essa simpatia que Raquel vai seguindo o seu caminho, atrás do seu sonho. Em quatro anos de carreira, ela já conquistou uma grande estrutura, com uma equipe e um cd gravado, além de muitas pessoas apostando e incentivando o seu trabalho. E toda essa vontade de vencer passa para o público de seus shows, que está aumentando a cada apresentação. "Nos encontramos em um novo momento da música brasileira, onde paramos de nos preocupar com os rótulos. Estamos nos entregando ao Brasil, um Brasil cheio de injustiças, mas de uma sonoridade indiscutível. É difícil se manter nesse meio, mas tenho certeza que não é impossível".

3 comentários:

Lusi Martinez disse...

Essa menina é mais indecisa que eu!!!

Mas canta muito! E disso não mudo minha opnião, não!!!

Sucesso pra ela! Vou estar aqui, ouvindo e torcendo!!!

Zózimo Trabuco disse...

Niteroi está revelando boas cantoras. Das que conheço: Alexia Bomtempo, Marcela Biasi e a Raquel Koehler

Luiz Alberto Machado disse...

Uma maravilha este seu espaço, parabens minha amiga linda, demais de demais! Estou indicando nas minhas páginas.
Beijabrações
www.luizalbertomachado.com.br