domingo, 30 de novembro de 2008

Blog 100 anos de Cartola


O blog 100 anos de Cartola surgiu por causa de um trabalho que fizemos para uma matéria na faculdade. Lá, vocês encontrarão um pouquinho da história desse grande mestre da música brasileira, além de curiosidades, fotos, vídeos e muita história boa para contar.

Não deixem de visitar!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O prazer além da fama - escrever é muito mais que ganhar dinheiro

Escrever é um ato que vai muito além de apenas unir palavras que façam algum – ou nenhum – sentido. Escrever é dar uma dimensão concreta àquilo que está no mais íntimo dos lugares: o coração.

Muitos escritores usam a literatura como válvula de escape. Se a timidez não permite falar, a escrita torna-se ferramenta fundamental para se expressar. E, nesse ato tão íntimo de total entrega, a fama fica em segundo plano.

“Você pode se curar de todos os males do mundo escrevendo”, afirma a estudante Aline Luz, que usa o seu blog como essa válvula de escape, sem se preocupar se está escrevendo para uma pessoa, para 1 milhão, ou para si mesma.

Se Aline divulga em seu blog o que passa em seu coração, Caroline guarda seus textos para ela mesma. Segundo ela, a preocupação em decepcionar quanto à qualidade do que escreve, sempre a impediu de mostrar seus textos até mesmo para os amigos. Mas, apesar da timidez em publicar suas composições, a literatura sempre teve importância na vida dela. “Viver rodeada de livros despertou em mim a vontade de escrever e, com uns 17 anos, já comecei a ‘anotar’ algumas coisas”, diz.

Mas, para alguns escritores, a necessidade de ser compreendido é essencial ao escrever e publicar seus textos. É o que acredita o músico Daniel Simonian ao dizer que “fazer sentido para os leitores faz com que eu não me sinta um ET”.

Cada um no seu estilo, com suas histórias e expectativas. Mas, um objetivo comum une toda essa nova geração de escritores: o prazer pela escrita e a vontade de publicarem um livro. Muito mais do que a fama, o que esses novos escritores esperam é o reconhecimento, é ter um espaço justo e democrático em meio a tanta competição e falta de sensibilidade. Muito antes de Internet trazer a rapidez, e o capitalismo, a necessidade constante de lucros, a literatura já tinha mostrado, como bem disse o estudante de Jornalismo Luiz Felipe Carneiro, que “o escritor tem que batalhar muito e ser um verdadeiro herói”.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Será o fim dos poetas?

“Não sou alegre nem sou triste: sou poeta” já dizia Cecília Meireles em seu poema “Motivo”. Os poetas sempre foram, dentro da classe literária, muito respeitados e admirados. Seu jeito particular de se expressar, de uma maneira tão ritmada e envolvente, atrai muitos leitores e amantes do gênero. São eles uma categoria cativa dentro da literatura. Mas, com o crescimento da Internet, que trouxe com ela a necessidade do “agora”, a magia dos poetas pode estar ameaçada.

Nesse mundo cada vez mais globalizado e imediato, levar horas, dias, meses ou até anos escrevendo um poema tornou-se inviável. Captar, em cada palavra empregada, os sentimentos e intenções presentes nas entrelinhas, virou perda de tempo. O que interessa é o objetivo, o concreto, o instantâneo.

E, se na Internet, a busca é pelo agora, na economia capitalista, o lucro é quem dá as cartas. Se os leitores não estão interessados nos novos poetas, as editoras ignoram sua existência. Essa é a regra que move o capitalismo. E, como disse Robson, “poetas novos não vendem. E, se não vendem, não interessam às editoras”.

Por essa falta de interesse das editoras em investirem nos poetas da nova geração, Robson afirma que pretende lançar seu livro de poesias por conta própria.

Mas, ao mesmo tempo que a Internet traz essa instantaneidade, ela também traz uma vantagem para os novos escritores: a possibilidade de publicar seus textos, que poderão ser lidos por uma infinidade de pessoas. Essa possibilidade dá aos escritores a chance de encontrarem quem ainda tenha um pouco de paciência e tempo para apreciar um bom poema.

Não se pode afirmar sem erros que os poetas deixarão de existir com o tempo. Mas, o que se pode dizer é que desacelerar a vida e sentir mais o que se passa em volta pode ser a saída para tanto estresse e confusão que ronda nosso cotidiano. E, por que não ler um poema? Deixar-se ser levado pela magia daqueles que, com as palavras, traduzem o que há de mais íntimo em nós: nós mesmos.


Próximo post: O prazer além da fama - escrever é muito mais que ganhar dinheiro.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Uma luz no fim do túnel - Soluções alternativas para novos escritores

“Dedico este livro aos artistas anônimos que não conseguiram alavancas de amor para a elaboração de seus trabalhos”. É com essa dedicatória que o cantor e compositor Antenor Luz começa o seu livro “A arte de luz”, coletânea de poemas e partituras de sua autoria.

Antenor lançou esse livro em 2006, mas ele foi distribuído apenas para pessoas seletas e de cunho intelectual ligadas à arte literária.

Mas, para esses artistas que não conseguem chegar à grande mídia, a solução pode estar nas pequenas editoras. Segundo a matéria da revista “Retrato do Brasil”, os pequenos editores publicam mais autores novos, mais autores nacionais, lançam no mercado novos ilustradores, formam novos revisores, tradutores e editores. Garantem a “bibliodiversidade”, pois preenchem mesmo os menores nichos do mercado.

Essa união dos novos pode ser um bom negócio tanto para os escritores, que têm a chance de terem seus trabalhos publicados, quanto para as pequenas editoras, que ganham uma força maior para competir com as grandes empresas do mercado editorial. Atingindo nichos que as grandes editoras não se interessam, pode dar maior visibilidade para as empresas menores, sendo a válvula de escape para a concorrência.

Outro ponto que favorece às pequenas editoras lançarem novos escritores é o fato de o mercado de livros didáticos ser cada vez maior. Para uma editora de pequeno porte, é difícil concorrer, nesse ramo, quando as grandes editoras tiveram um faturamento de R$ 1,48bi em 2006 somente com os didáticos.

“O acesso às editoras deveria ser mais facilitado e estar mais ao alcance das pessoas que tem vontade de publicar os seus trabalhos”, diz Caroline. Se as grandes editoras não investem nesse setor, é hora de as pequenas investirem.

A solução está na união daqueles que são prejudicados pela falta de espaço. Se não há esse espaço, que se crie um, unindo os interesses comuns entre quem quer entrar no mercado editorial e quem quer continuar nele.


Próximo post: Será o fim dos poetas?

sábado, 15 de novembro de 2008

Navegando pelo mar das novidades

Investir em literatura em um país onde quase metade da população não lê, é um desafio. E, se o autor for iniciante, a dificuldade só aumenta. A falta de incentivo das grandes editoras e o alto preço dos livros são dois dos motivos que atraem cada vez mais os escritores para a Internet. Mas o desejo de publicar um livro não abandona esses novos artistas, que sonham com seu lugar em meio aos grandes nomes da literatura brasileira.

Em apenas alguns minutos navegando pela Internet, é possível descobrir uma gama de jovens escritores, que usam o blog como principal ferramenta de divulgação dos seus trabalhos. “Ela [Internet] veio para ser um facilitador e, com relação à divulgação de trabalhos, é uma vitrine de grande valor”, diz Caroline Freitas, uma nova escritora que ainda não aderiu à moda dos blogs, mas que diz já ter conhecido muitas novidades através da web.

Mas, é preciso ter cuidado: nem só de boas novidades é feita a Internet. É preciso ficar atento, principalmente, à autoria dos textos, pois não são raros os casos de erros – sejam propositais ou não. Com uma busca um pouco mais minuciosa pela web, é possível descobrir muitos textos de pessoas anônimas que são atribuídos a autores famosos. E os motivos são variados: falta de informação de quem disponibiliza o texto, desejo do autor de ver seu texto sendo acessado por muitos leitores, ou, até mesmo, o objetivo de enganar as pessoas. Segundo analisa João Gustavo Lima, estudante de Jornalismo, a Internet é mais um veículo de comunicação do que um produtor de conteúdo. Assim como ele, outros jovens escritores usam a Internet para receber opiniões acerca de seus textos, mas não pensam em abrir mão do sonho de publicar um livro à moda antiga.

Essa grande adesão à Internet traz à tona uma outra discussão: será que algum dia ela substituirá o livro impresso? Apesar de esses novos autores afirmarem o desejo de um dia publicar seus livros de forma tradicional, a força que a Internet vem ganhando não pode ser descartada. É cada vez maior o número dos chamados e-books que são disponibilizados para download. Apesar desse crescimento, Robson Ribeiro, poeta e estudante de Letras, afirma que acredita numa “convivência harmoniosa entre a literatura na Internet e a forma tradicional dos livros”.

O espaço que a Internet vem ocupando no mercado editorial acaba, de uma certa maneira, prejudicando a venda de livros, que faz com que os preços subam, e isso diminua ainda mais o número de compradores. É um ciclo vicioso que poderia ser resolvido com incentivo a novas publicações, conquistando a atenção de novos leitores. E João Gustavo propõe uma solução: investimento no público jovem. “É para esse público que as editoras devem voltar seus investimentos em novidades editoriais, até mesmo pra conquistar novas gerações”, diz.

Mas parece que a tendência das editoras não é arriscar. Em recente matéria publicada pela revista “Retrato do Brasil”, um estudo editado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em parceria com outras instituições, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL), mostra que as grandes editoras dão preferência ao que já deu certo em países adiantados. Nestes tempos de globalização, elas preferem lidar com livros já testados nos grandes mercados internacionais e são menos interessadas em lançamentos surpreendentes.

Apesar de todos os desafios que terão de enfrentar, esses novos talentos ainda vêem uma esperança. E, frente a todas as dificuldades, a paixão pela literatura fala mais alto, dando incentivo para eles seguirem em frente. Como afirma Robson, “escrever é uma necessidade”.


Próximo post: Uma luz no fim do túnel - soluções alternativas para novos escritores.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Anna Luisa no Zanzei!


Uma mistura de ritmos e sensações marcada pela doce voz de uma carioca cheia de talento. “Girando”, segundo cd de Anna Luisa, chega prometendo grandes surpresas, com uma pitada de tudo o que há de mais brasileiro: a diversidade.

Com um timbre como poucos, tudo o que Anna Luisa faz encanta aos ouvidos acostumados com os bons sons.

O lançamento do cd, que vem pelo selo do Centro Cultural Carioca, está marcado para o dia 29 de outubro, às 21h, no próprio CCC.

Matéria completa em:
http://zanzei.blogspot.com/2008/10/anna-luisa-msica-de-todos-os-sons.html

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

"Pecadinho" não faz mal à ninguém


No mundo musical, assim como em outras esferas de nossa sociedade, rotular é uma prática mais do que comum. Sempre ouvimos frases do tipo, “Fulana é cantora de samba”, “Aquele grupo toca rock”, “O cantor tal é de MPB”. Seguindo essa linha de raciocínio, a Bahia, “terra do Axé”, só lança artistas nesse estilo, certo? Erradíssimo!

É um erro essa rotulação em um país com tanta diversidade cultural como o Brasil. Para derrubar de vez essa necessidade de rotulação, são muitos os artistas que não se definem pertencentes a um único estilo musical. E, para provar que Bahia não é só lugar de Axé, apresento-lhes Márcia Castro, artista que fugiu de todo esse estereótipo relacionado à música baiana.

Márcia iniciou sua carreira em Salvador em 1994, aos 16 anos, cantando clássicos da música brasileira em barzinhos. Seu pai, trompetista na adolescência, teve grande influência para que ela estivesse sempre imersa no mundo musical. Em sua casa, ela ouvia de tudo, desde jazz e MPB, até música erudita, além de explicações e curiosidades musicais que ele contava.

A experiência no teatro, tendo contato com pessoas do meio artístico e fazendo participações esporádicas em peças, ajudaram em sua postura no palco. Segundo a cantora, os exercícios do teatro deram segurança de estar ali, de conseguir estar mais relaxada e mais espontânea, entendendo as canções e dando vida a esses inúmeros personagens que brotam delas. “Além disso, a disciplina dos atores é sempre inspiradora”, diz.

Márcia ganhou diversos prêmios ao longo de sua carreira, entre eles o Troféu Caymmi de “Cantora Revelação”, em 2004 e o Festival de Música da Bahia, em 2005, além de ter sido finalista do Prêmio Tim esse ano.

No ano de 2006, ela conquistou o Prêmio Braskem de Cultura e Arte, categoria Música, premiação de maior relevância no cenário artístico da Bahia. Esta premiação tornou possível a gravação de seu cd, “Pecadinho”, lançado no ano seguinte

A escolha do repertório, em princípio, foi guiada por um show que Márcia fez em 2003, “No Arco da Lua”, em que ela cantava músicas de compositores baianos do circuito da MPB que são pouco gravados. Aos poucos, começou a ouvir o que tocava nesse lugar em que ela fazia o show, canções da década de 70 de compositores à margem do grande circuito comercial, percebendo a relação que ela tinha com esses artistas, da maneira como eles estavam inseridos no cenário. “O primeiro passo sempre foi intuitivo, depois eu pensava na unidade que me conduzia a essas escolhas. Depois de escolher 70% das canções que queria gravar, percebi que existiam nelas coisas como sensualidade, sinuosidade, luxúria, até a própria transgressão, sempre muito sutil” conta ela. O cd conta com músicas de Tom Zé, Jorge Mautner, Sergio Sampaio e Itamar Assumpção. Na faixa “Barulho”, Zélia Duncan divide a música com Márcia. E a música “Queda” esteve presente na trilha sonora da novela da Rede Globo “Ciranda de Pedra”.

Como todo artista independente, Márcia enfrenta dificuldades com a falta de infra-estrutura para a divulgação do seu trabalho. Mas, hoje, esses artistas contam com importantes ferramentas, que ajudam a driblar as dificuldades de não se ter uma gravadora. E uma das opções é a Internet. Sites como o Myspace estão entre os preferidos dos artistas. Mas, segundo a cantora, ainda assim é difícil ser independente, pois “persiste o circuito de comunicação pesado que está atrelado à grana, e o independente não tem grana”.

Comecei o texto falando sobre rotulação, e volto a ele para explicar porque essa idéia não tem vez no cenário musical atual. E ainda atrapalha a carreira de quem não segue esses rótulos. E esse é o caso de Márcia, que se mudou para São Paulo porque o espaço que tem, em Salvador, para músicas fora do Axé ainda é muito pequeno. “É triste saber que temos que sair da Bahia para tocar a carreira de um modo mais confortável, menos desesperado e desesperançoso”.

Pegando carona do título de seu cd, é um pecado não ter a chance de apreciar trabalhos de tanta qualidade como o de Márcia Castro. Deixemos os rótulos de lado. É hora de conhecer algo muito mais rico, chamado, simplesmente, de música brasileira.


Conheça o trabalho de Márcia Castro:

Próximo show:
. Mistura Fina
Dia 14/10
Às 21h
Av. Rainha Elizabeth da Bélgica, 770 - Ipanema

sábado, 13 de setembro de 2008

Cof Damu no blog Zanzei!


E a vaca tossiu! Seis amigos que se juntam, em Salvador, para fazer um som que passa longe do Axé, tinha tudo para dar errado. Mas a irreverência e o talento de Véu Pater (vocais, violão e flauta), Cláudio Lima (bateria), Eduardo Karranka (guitarra), Pedro Fulgêncio (teclados), Fábio Abu (percussão) e Dudare Wriwrai (baixo) conquistou o público baiano e vem ganhando espaço em solo carioca.

Com o cd “Cof Damu” recentemente lançado pelo selo Som Livre Apresenta, a banda, que se mudou para o Rio de Janeiro, foi descoberta pela Internet. E o que eles achavam ser um trote, foi a realização do projeto que muitos artistas buscam, o apoio para o lançamento de seu trabalho.

Com a agenda de shows cada vez mais movimentada, a Cof se apresenta na Nuth no dia 16 de setembro, no projeto Oi Novo Som.

Conversei com a banda sobre sua trajetória e novos projetos. Divirta-se!
Peçam Cof Damu na Oi FM!
A Cof Damu já começou a tocar na Oi FM (102,9kHz) do Rio de Janeiro. Eles vão tocar a música "TUDO VAI FICAR BEM" até o dia do show, mas se o número de pedidos for grande, a música continua na programação!
Para pedir: http://www.oifm.com.br/faleconosco.php

Para conhecer mais sobre a banda:
www.myspace.com/cofdamu

Cof Damu no projeto Oi Novo Som
Dia 16 de setembro
Às 22h
Nuth Lounge - Av. Armando Lombardi, 999 Barra da Tijuca
Mais informações na Comunidade da Cof

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Calabar Musical" no Teatro Municipal de Niterói

Depois de uma temporada de grande sucesso no Teatro Popular de Niterói, o musical "Calabar" está de volta, agora no Teatro Municipal de Niterói. A peça, escrita por Chico Buarque e Ruy Guerra em 1973, tem a adaptação e direção geral de Ruy Faria.

Tudo se passa durante a invasão holandesa em Pernambuco no século XVII, onde Domingos Fernandes Calabar foi peça fundamental: primeiro, comandando a resistência portuguesa e, num segundo momento, como oficial do exército holandês, tornando-se assim, para muitos, um traidor de sua pátria. Calabar foi executado cruelmente em praça pública pela Coroa Portuguesa, para que servisse de exemplo àqueles que se bandeassem para o lado do inimigo.

Essa nova montagem traz para os palcos novos arranjos para músicas consagradas como "Tatuagem" e Bárbara", e tem a direção musical de Zé Netto.

A peça estará em cartaz nos dias 22 e 23 de agosto, às 21h.


Calabar Musical
Dias 22 e 23 de agosto
Às 21h
Teatro Municipal de Niterói - Rua 15 de novembro, 35 - Centro - Níterói
R$ 20,00 e R$10,00 (meia)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Raquel Koehler no Blog Zanzei!

Gente, eu estou escrevendo também para o Zanzei, um blog sobre música!

Confira o papo com a cantora Raquel Koehler, que fala sobre seu novo show “Pilhagem – Contradições” e sua experiência no Teatro, com o musical “Calabar”, que estará em cartaz nos dias 22 e 23 de agosto no Teatro Popular de Niterói.

Para ler a matéria completa: http://zanzei.blogspot.com/2008/08/raquel-koehler-as-vrias-faces-de-uma.html

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Thaís Gulin

O interesse pela música vem desde que Thaís é pequena. Aos 7 anos, ganhou um gravador, e pasava horas cantando, além de criar harmonias de músicas de comerciais em um órgão que tinha em casa - mesmo não tendo consciência de que era isso que estava fazendo. Mas, somente aos 17 anos que essa curitibana começou a estudar música. Começou a fazer aula de violão na escola Sonata, e como o professor gostou de sua voz, a aconselhou a fazer canto também, e foi o que ela fez. Thaís também estudou no Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba.

Nessa mesma época, ela fazia faculdade de Administração de Empresas, e também estudava teatro. Aos 19 anos, ela trancou e foi morar um ano na Europa. E foi nesse tempo fora de casa que fez Thaís decidir o que realmente queria de sua vida. Voltou no final de 1998 e começou a cantar na noite, além de se profissionalizar como atriz.

Ainda terminou a faculdade e ficou em Curitiba até início de 2001, quando foi morar no Rio de Janeiro.

E foi no final de 2002, já no Rio estudando música e trabalhando no teatro, que Thaís começou a gravar o demo. Essa primeira gravação tinha três músicas, duas delas estão no cd, que são "A Vida da Outra (Dela) ou Eu", sua primeira composição, e "Hino de Duran" (Chico Buarque), com outro arranjo. A gravação desse demo foi um processo lento, já que Thaís ainda estava descobrindo o que queria em relação ao repertório, arranjos e timbre. O demo ficou pronto em 2003, e até 2005, quando ela apresentou o projeto à Rob Digital, Thaís fez shows num projeto do Teatro Café Pequeno e outros lugares, também no Rio.

Para superar a dificuldade de início de carreira, no lançamento e distribuição do cd, Thaís contou com o apoio da editora que pertence ao colégio em que estudou, em Curitiba.

E seu cd de estréia- que leva o seu nome -, contém um repertório eclético, entre composições próprias e releituras de músicas de outros compositores. E como não podia ser diferente, vem sendo muito bem recebido, sendo ela considerada uma das grandes revelações da MPB. Com uma voz forte e marcante, mas ao mesmo tempo, agradável de ouvir, Thaís dá uma leitura única para músicas como "Garoto de Aluguel" e "De Boteco em Boteco".

Muitos bons artistas vêm tentando conquistar o seu lugar no mundo musical. Mas poucos têm a qualidade vocal e bom gosto de repertório, como Thaís Gulin. E essa grande revelção da MPB só prova que é possível fazer um trabalho de qualidade, apesar de todas as dificuldades que esse meio oferece.


Foto: Livio Campos


* Thaís é uma das finalistas na categoria Revelação do 6º Prêmio Rival Petrobrás de Música.

Fonte: Blog do Mauro Ferreira


* Próximos shows:
Cinemathéque Jam Club - Rio de Janeiro
Rua Voluntários da Pátria, 53 - Botafogo
Dia 25/04 - sexta-feira
Às 22h
Lista amiga: isabelasalves@hotmail.com

Bourbon Street - São Paulo
Terça por Elas

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Helena Elis

Como muitas cantoras que estão começando ou já têm sua carreira firmada, a paulista Helena Elis cresceu em um meio musical. Seu pai, sanfoneiro, tinha como repertório principal as músicas de Luiz Gonzaga, e sua mãe o acompanhava com a gaita. Assim, seu interesse por música veio desde muito cedo. Aos cinco anos de idade, já sentia vontade de aprender a tocar algum instrumento para acompanhar seus pais. Nessa mesma época, quatro de suas dez irmãs, que regiam e faziam parte do coral da igreja, decidiram fazer aula de violão com um professor particular. Mas, na verdade, quem aprendeu a tocar foi ela.

"Enquanto minhas irmãs tinham aula , eu ia decorando a movimentação dos dedos sobre o braço do violão e o desenho visual dos acordes. Quando elas saiam para a igreja, nos dias que eu não podia ir, eu aproveitava para pegar o violão escondido e tocar", conta ela, que um dia, aos seis anos de idade, resolveu mostrar a elas como se tocava uma música sacra chamada "Na natureza". Suas irmãs ficaram impressionadas, e, assim, ela foi convidada para tocar com o coral.

Nessa mesma época, Helena se descobriu compositora, e apesar da imaturidade de todo início, ela fazia letras e sempre dava um jeito de mostrar nas suas aulas de português. "Imagine só, eu parando as aulas para mostrar minhas composições e também músicas de outros artistas, só para dizer que tocava! (risos)", diz. Então, ela acabou contratada pela direção da escola para tocar nas formaturas, o que durou por vários anos, até ela se formar no Ensino Médio.

Nos tempos em que tocava em barzinho, Helena começou a vender e também fabricar cocadas para completar o orçamento. Ela vivenciou diversas dificuldades, como a falta de atenção ou aplausos durante as sessões de happy hour, donos que não pagavam no dia certo ou nunca pagavam o cachê, e falta de uma estrutura básica de som para que ela pudesse apresentar um som de qualidade.

No período em que passou na Europa, Helena gravou um cd de interpretações de outros artistas, a pedido dos portugueses, que se chama "As mais pedidas de minha noite". Além desse, ela tem três cds autorais, e o projeto de lançar, em fevereiro de 2008 o novo cd, "Tudo tem dois lados".

E mesmo hoje, com suas músicas "Lugares Proibidos" e "Francisco" tocando nas rádios de Fortaleza , Recife, Brasília , Campinas, Salvador , Rio de Janeiro, São Paulo e cidades pequenas, as dificuldades ainda continuam, mas agora com a diferença de ter seu trabalho reconhecido. "Essas dificuldades não me fazem sentir vítima ou ter compaixão de mim mesma, pois eu escolhi viver um ideal e tenho de cumprir os desafios que me direcionam a ele. Elas só me enriquecem e edificam, e fazem de mim uma pessoa extremamente grata, sempre!", completa Helena
.

www.helenaelis.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2008

Renata Adegas

Do pop rock internacional para a MPB: uma mudança inesperada e, até mesmo, improvável para quem nunca tinha pensado em ser cantora. A gaúcha Renata Adegas iniciou seus estudos na música com 12 anos, mas começou a cantar apenas aos 17 anos, junto com a sua entrada na faculdade de Design.

"Tudo começou com um amigo de meu irmão que frequentava a nossa casa. Um dia ele me viu cantando num Karaoke na festa de aniversário de um amigo em comum, e como ele estava começando a montar uma banda cover e pop rock, ele resolveu me chamar", conta ela. A banda se chamava Soul Addiction, e se apresentou em diversos bares de Porto Alegre, como o bar Opinião, Manara Bar, Cult Bar, Barbazul, entre outros. E foi assim, conciliando os shows, os estágios e a faculdade, que Renata descobriu que queria ser cantora. Mas, mesmo com essa certeza, ela se formou na faculdade. "Confesso que foi meio penoso, mas valeu a pena", diz ela.

A MPB surgiu por acaso em sua vida. Sem nenhuma influência musical na família, Renata foi conquistando seu espaço na música sozinha. E foi em 2002, após trabalhar por quatro anos na banda Soul Addiction, quando Renata foi convidada para integrar a banda do Abbey Road Studio Pub, que a MPB começou a entrar na sua vida. "Os meus chefes começaram a comentar comigo que pessoas que frequentavam a casa estavam comentando em ouvir coisas da Elis. Até então, eu sabia quem era Elis, acho que como a maioria das pessoas da minha idade, assim muito superficialmente. Mas, pintou a ideia de fazer um show disso".

Então, Renata convidou um amigo músico ligado à Jazz e MPB para ajuda-la na composição desse show. Foram meses de ensaio e muito estudo, devido a grande dimensão da carreira de Elis Regina. "Por alguma razão, aquela música veio naturalmente para mim, não tive dificuldades em canta-lá, pois tinha me apaixonado, sabia que era aquilo que iria fazer", diz Renata.

Depois da estréia desse show, Renata tornou-se conhecida e respeitada em Porto Alegre, começando a conquistar seu espaço no cenário musical. "Fiquei extremanente feliz, porque tinha me encontrado".

E entre esse mudança do pop para a MPB, Renata também participou da trilha sonora dos filmes "O homem que copiava" e "Extremo Sul", em que foi dirigida pelo produtor Léo Henquin, integrante da banda Papas Da Língua.

Em 2005, Renata deixou a Banda Abbey Road para se dedicar mais à sua carreira e à produção de seu primeiro disco.E esse disco, que vem com a produção de Geraldo Flach, arranjo de Michel Dorfman e vários músicos convidados, tem como sonoridade principal a MPB moderna.Renata mostrará canções inéditas de sua autoria, em parceira com Michel Dorfman, além músicas de compositores brasileiros da nova geração. A previsão é que o cd seja lançado em junho desse ano.

Foto: Lusiane Martinez

sábado, 15 de março de 2008

Raquel Koehler

Com um swing e uma força incomparáveis, a niteroiense Raquel Koehler é pura energia. Filha de um engenheiro e uma motorista de ônibus escolar, Raquel não tem nenhuma influência musical na família. Sendo assim, o começo de seu contato com a arte foi de uma maneira estranha, como ela mesma define.

Raquel começou a trabalhar cedo, e aos 17 anos já estava empregada em um cartório. "Minha vida estaria feita, se não fosse uma grande inquietação e rejeição ao normal", comenta ela que, aos 21 anos largou a Faculdade de Direito e o cartório, e foi fazer Publicidade. Mas, seis meses depois dessa mudança, e não muito satisfeita com a escolha, Raquel decide fazer Faculdade de Teatro.

E foi aí que ela descobriu a música. Desempregada e sem ter como pagar a faculdade, Raquel foi estagiar numa agência de publicidade, e foi lá que conheceu seu primeiro parceiro e fez sua primeira música. Foi também nessa época que ela começou a fazer seus primeiros shows. "Descobri que toda essa inquietação é uma virtude ou defeito de fábrica dos artistas (risos)", diz Raquel.

Aos 23 anos, voltou para o cartório, mas agora com um objetivo certo: esse emprego financiaria a sua carreira. E, assim, foi descobrindo que era da música que ela sempre quis viver, mas talvez não acreditasse que fosse possível.

E foi um grande desafio o responsável pelo lançamento de seu primeiro cd, "Pilhagem". "Recebi a letra de 'Fazer o quê?!' de Kinho Vaz, um grande amigo e poeta que, como em um desafio, me deu a letra e um prazo para devolvê-la pronta, cantada. Numa 'piração' de poucos dias acordei cantando, coisa de maluco mesmo", conta ela que, a partir daí, conheceu muitas pessoas que a apresentaram material de grandes compositores. E, desse conhecimento todo, surgiu o cd. E nele, há músicas de compositores como Marcos Lima e Vitor Carvalho, ambos conterrâneos de Raquel. "O mais legal foi me permitir ser fã desse pessoal, intérprete mesmo. O que, na minha opinião, é meu maior talento (risos)".

Assim, Raquel ficou um ano gravando o cd, e foi um ano de grande aprendizado para ela. Mas, mais uma vez, estava ela presa numa sala, como na época em que trabalhou no cartório e na agência. E sobre isso, ela comenta: "Esse um ano me fez ter pelo estúdio um grande respeito, encantamento e pavor. Era uma relação seca, fria, quase aquela da mesa do computador no cartório e na agência. Descobri que se fosse atriz, só me daria bem no teatro, porque além de ser artista, o que eu gosto mesmo é de aparecer (risos)".

Dentre os grandes incentivadores de sua carreira estão Fátima Regina, grande cantora de Bossa Nova e formadora de carreiras - considerada pela Raquel, a mãe da sua -, e Zé Netto, que veio a ser o produtor e arranjador de seu disco.

E é com toda essa simpatia que Raquel vai seguindo o seu caminho, atrás do seu sonho. Em quatro anos de carreira, ela já conquistou uma grande estrutura, com uma equipe e um cd gravado, além de muitas pessoas apostando e incentivando o seu trabalho. E toda essa vontade de vencer passa para o público de seus shows, que está aumentando a cada apresentação. "Nos encontramos em um novo momento da música brasileira, onde paramos de nos preocupar com os rótulos. Estamos nos entregando ao Brasil, um Brasil cheio de injustiças, mas de uma sonoridade indiscutível. É difícil se manter nesse meio, mas tenho certeza que não é impossível".

segunda-feira, 10 de março de 2008

Maricel Ioris

Como um diamante, que é lapidado aos poucos até atingir a forma desejada, um grande talento vai se formando ao longo dos anos. E, assim foi com Maricel Ioris. Desde pequena, incentivada pela mãe, ela participava de apresentações infantis. Mas, foi aos 19 anos que começou a cantar profissionalmente, quando montou a banda Lunnes, com composições próprias. A banda durou até 2002, quando Maricel já tinha clara a sua vontade de seguir uma carreira solo.

Mas, viver de música não é fácil. Assim, como muitos artistas, Maricel exerceu - e ainda exerce - outras funções além de cantar. Ela foi vendedora e deu aulas de inglês e espanhol, e agora faz faculdade de Letras na UFPR. "Para sobreviver só de música é preciso ter muita garra e paciência, pois não é fácil e demora um pouco", diz.

E, como todo artista que está iniciando uma carreira, Maricel enfrenta dificuldades para lançar cd e divulgar seu trabalho. Mas, com a internet, fica mais fácil, e é assim que o seu trabalho vai se tornando conhecido. O famoso "boca-a-boca" é o grande responsável por espalhar suas canções. Mas, mesmo com a internet facilitando o contato das pessoas com seu trabalho, o cd de Maricel continua sem previsão de lançamento.

Suas letras tocantes, que ultrapassam as palavras, encaixam perfeitamente com a sua encantadora voz. As músicas envolvem a quem está ouvindo, passam uma verdade. Ao mesmo tempo que são intensas, têm uma delicadeza e uma suavidade únicas.

Como diz "Princípios", uma de suas músicas, vivemos em um mundo onde as pessoas se perderam no meio do materialismo. E, assim, a falta de sensibilidade faz com que deixem de perceber e apreciar o que está a sua volta. Mas, cantoras como Maricel trazem de volta, com suas músicas, sentimentos esquecidos no meio de tanta correria e disputas. Que o talento dessa cantora chegue ao coração de cada um daqueles que sentem a música, muito mais do que apenas a ouvem.

Agenda:
30/03/2008
ANIVERSÁRIO DE CURITIBA!
14h - Praça Central da Vila Nossa Senhora da Luz (CIC)
Curitiba/PR -
Entrada FrancaRua David Xavier Silva (em frente a Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Bruna Caram

Bruna talvez seja a mais experiente dessa nova safra de artistas da MPB. Essa paulista de Avaré, apesar de apenas 21 anos de idade, já tem 12 anos de carreira. Mas, desde muito cedo, Bruna teve contato com a música. Sua avó materna era cantora de rádio e ensinou os seus filhos a cantar e tocar piano e seu avô paterno é violonista (7 cordas) e há muito tempo promove rodas de choro com os melhores músicos de São Paulo.

Aos 9 anos, ela entrou para o "Trovadores Mirins", grupo infantil de serenatas dos "Trovadores Urbanos, em atuação até hoje, e que foi criado por sua tia, Maída Novaes .E, como Bruna e seus primos cresceram ouvindo os adultos cantarem, o "Trovadores Mirins" veio para atender a vontade deles de cantarem como os mais velhos.


Ela fez serenatas até os 18 anos, e chegou a passar para o grupo dos "Trovadores Urbanos". E essa foi uma grande escola, para desenvoltura, jogo de cintura, improviso, perda da timidez e interpretação. "Esse negócio de entrar de surpresa para fazer uma homenagem musical a uma pessoa que você não conhece exige muita sinceridade, muita emoção. Uso muito do que aprendi nesses anos hoje, nos shows", diz Bruna.


Mesmo com toda essa experiência musical, que vem do berço, Bruna pensou em seguir outras profissões, como psicologia, letras, e até arquitetura.Mas a música falou mais alto, e hoje, além dos shows, ela faz faculdade de música na Unesp. E se não fosse cantora, Bruna seria escritora, pois é o que ela faz além de cantar.


Em 2006, Bruna lançou seu primeiro cd, "Essa Menina", pela Dabliú Discos. Com uma voz suave e envolvente, ela dá o tom certo às suas músicas, que é complementado com lindas letras, muitas falando de amor. Esse é um cd para ouvir e viajar, fechar os olhos e se deixar levar pelas emoções que elas provocam. Dentre as músicas do cd, encontra-se "Sensação", uma das mais belas músicas, com o arranjo perfeito e toda a delicadeza na voz da Bruna.


Apesar de sua pouca idade, Bruna tem um talento que não cabe nesses seus 21 anos. E, cada vez mais pessoas têm se encantado com seu trabalho. E sua agenda de shows está sempre movimentada, se apresentando em lugares como o Tom Jazz (SP). Com todo esse talento, essa menina vai longe.


http://www.brunacaram.com.br/
http://www.brunacaram.kit.net/
www.myspace.com/brunacaramm
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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Anna Luisa

Dona de uma voz marcante e uma simpatia incrível, a carioquíssima Anna Luisa é uma artista como poucos. Nos seus 28 anos de idade, cinco como cantora, ela é um grande talento atrás de seu objetivo de viver de música num país onde falta incentivo à cultura.

Formada em Psicologia, chegando a exercer a profissão paralelamente à carreira de cantora, Anna amarrou a venda nos olhos, lançou os remos no mar, confiando no rumo que a vida tomaria. Optou por largar a Psicologia e seguir como cantora. E, assim, a música brasileira ganhou mais um grande talento.

No ano de sua formatura, Anna foi chamada pela gravadora Deckdisc para fazer um teste para a gravação de um cd com canções temas de novelas numa releitura acústica. O cd "Novelas Acústico" foi lançado em 2002, e Anna gravou grandes sucessos como "À Francesa", da novela Top Model e "Brasil", de Vale Tudo.

Em 2006, ela lançou o cd "Do Zero", seu primeiro cd de inéditas, entre canções de sua autoria e parcerias, e de outros compositores da nova safra. O cd é uma produção independente. Uma mistura de xote, baião, maracatu, ciranda, entre outros ritmos, ele é a cara do Brasil, um representante de toda a diversidade existente no país.

E a música "Do Zero", parceria de Pedro Luis e Seu Jorge, caiu como uma luva para dar nome ao primeiro trabalho próprio da carreira de Anna. Esse título representa muito bem o começo de sua carreira que, mesmo convivendo com música desde pequena, não imaginava que poderia chegar tão longe. O cd contém músicas de própria autoria, como "Todo Fim" e "Pedacinho da Vida", além de canções de artistas como Rodrigo Maranhão e Pedro Luis.

No momento, Anna está em estúdio gravando seu segundo cd de inéditas, que será lançado pela Somlivre.

Que a linda voz dessa cantora ainda possa ecoar nos quatro cantos deste país que, assim como sua música, é marcado pela diversidade. Diversidade essa que só tem a enriquecer a cultura brasileira.


www.myspace.com/annaluisadozero
http://www.annaluisa.com.br/
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ana Clara Horta


Filha de uma pesquisadora de folclore brasileiro e de um crítico de música clássica, a carioca Ana Clara Horta sempre teve a música presente em sua vida. Além dos cds e vinis que tinha em casa, seu irmão é músico e seu pai toca piano, o que reforça essa presença musical em sua vida. Ana fez aula de piano dos 11 aos 14 anos, quando mudou para o violão, instrumento que toca até hoje.

Formada em Psicologia, chegou a exercer por um tempo essa profissão, mas a sua arte, como ela mesma diz, falou mais forte. E, assim, os amantes da boa música têm a oportunidade de apreciar mais um grande talento.
Influenciada por artistas como Caetano Veloso, Cartola, Noel Rosa, Chet Baker e Marisa Monte, sua música possui uma delicadeza única, reforçada por sua voz, agradável aos ouvidos. Suas canções são aquelas que não se cansa de ouvir.

Ana Clara é mais um exemplo desses novos artistas atrás de uma oportunidade de mostrar o seu trabalho, e sofrendo com a falta de investimento das gravadoras. Assim, seu cd está sem previsão de lançamento. "Não é só de música que está difícil de se viver, o mercado está cheio e fica difícil para todas as áreas. Mas, sinto que tem uma certa desvalorização do papel do artista", diz Ana, comentando sobre o fato de muitas casas de show não dividirem igualmente os lucros, querendo ganhar mais que os músicos/artistas. Além disso, os altos preços dos ingressos afastam as pessoas das casas de espetáculo.

Mas, com o crescimento da internet, artistas como ela têm a oportunidade de se tornarem mais conhecidos, pois a possibilidade de se baixar músicas revolucionou o mercado fonográfico. Assim, como muitos outros artistas, Ana Clara expõe suas músicas e divulga os seus shows na rede, fazendo com que cada vez mais pessoas se encantem com seu trabalho.

Na vida agitada em que vivemos, ouvir músicas como as da Ana, trazem de volta uma paz, aquela sensação de domingo sem compromisso, tão rara nos dias de hoje. E ter na música talentos como ela, só prova a grande qualidade que a cultura brasileira possui. O Brasil tem um cenário musical muito amplo, com muitos artistas bons, como a Ana Clara, mas que poucos conhecem. Que os grandes empresários do ramo descubram talentos como ela. A música brasileira agradece.

www.myspace.com/anaclarahorta

domingo, 17 de fevereiro de 2008

MPB de cara nova!

Viver de música não é fácil, principalmente em um país em que a desigualdade reina por toda parte. "Estamos aí, acreditando e na luta, nesse mundo nem tão justo. Mas acredito muito mais em mim do que no sistema. Sendo assim, não espero muito dele", diz Raquel Koehler, um desses novos talentos que estão correndo atrás dos seus ideiais, lutando contra a falta de incentivo e de investimento.

Com o crescimento das novas mídias, como a internet, cada vez menos as gravadoras se dispõem a bancar os custos da produção de um disco, a não ser que o artista já seja consagrado, e, garantindo, assim, a certeza do lucro. ."É lamentável que um país como o Brasil, com uma riqueza cultural - e especificamente musical - louvada pelo mundo todo, ofereça tantas dificuldades no meio artístico", comenta Bruna Caram que, com apenas 21 anos de idade, lançou seu primeiro cd, "Essa Menina", e vem caindo nas graças do público.

Essa restrição das gravadoras de bancar a produção dos discos tem provocado o crescimento do número de discos independentes, como uma forma de inserção no mercado. E, apesar de facilitar a pirataria, a internet tem ajudado na divulgação do trabalho desses novos artistas. Sites como Youtube, Myspace e Orkut têm sido os recursos utilizados pelos artistas para alcançar o público e conquistar os amantes da boa música e os sedentos por novidades.

Além da grande rede, alguns centros culturais são responsáveis por revelar talentos, como o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, o Tom Jazz, em São Paulo, e os bairros do Rio Vermelhor e Pelourinho, em Salvador. Freqüentando esses lugares, não é difícil de encontrar esses novos artistas mostrando seu trabalho e lutando para conseguir seu lugar ao sol. Espaços como esses são exemplos de que é possível apostar na novidade e ter sucesso.

E elas vão à luta, seguindo atrás de seus sonhos, apesar de todas as dificuldades. Cada dia mais, novos talentos vão sendo revelados, mostrando que as adversidades só impulsionam aqueles que têm certos seus objetivos. E, assim, o Brasil mantém a sua fama de grande centro cultural. Mas é preciso que os grandes empresários do ramo vejam nesses novos artistas promissoras carreiras, e invistam neles, proporcionando um aumento cada vez mais rápido da emergência desses novos talentos. E como já dizia o grande mestre Gonzaguinha, "eu vou no bloco dessa mocidade, que não está na saudade e constrói a manhã desejada".


A partir da próxima semana, comece a conhecer algumas das novas cantoras que estão trilhando seu caminho e reescrevendo a história da Música Popular Brasileira.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Isabela Moraes...


Num país com as proporções do Brasil, com uma diversidade cultural muito grande, muitos são os artistas que lutam para se firmarem no meio musical. Muitos são os que têm talento, mas ainda não foram 'descobertos'. Outros, com um toque de sorte e um 'empurrãozinho amigo', conseguem chegar à gande mídia, mesmo quando seus trabalhos são meramente 'comerciais'.

Isabela Moraes é um desses talentos tentando o seu lugar ao sol. Nascida em Caruaru, essa pernambucana de 27 anos teve a sua primeira referência artística vinda da poesia. E foi aos 12 anos que começou a escrever suas primeiras composições, e teve sua estréia no palco em Belém do Pará, numa maratona colegial em que interpretou uma de suas composições.

Mas foi cantando na noite de Caruaru que sua carreira deu um importante passo, quando foi para Ajman, nos Emirados Árabes, onde se apresentou por três meses. Essa experiência foi fundamental para acescentar personalidade ao seu trabalho, fazendo-a crescer profissionalmente. Além disso, ela teve a oportunidade de levar um pouco da cultura brasileira para o Oriente Médio.

E essa personalidade musical pode ser conferida em seus dois cds, 'Agora ou nunca mais' (2000) e 'Bandeira de Marte', lançado em 2007, ambos contendo músicas inéditas de sua autoria.

Suas letras são de grande expressividade, e sua voz encaixa perfeitamente com que canta, dando o tom certo para suas músicas. E como não podia ser diferente, o seu trabalho já começa a ser reconhecido em Recife, onde já abriu show das Chicas e da Isabela Taviani.

E como diz Oswaldo Montenegro, 'Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer'. Não é a complexidade de uma música que a faz tocar o coração de quem ouve. A essência dela está muito além do que as palavras dizem. E tocar o coração de quem ouve suas canções, é o que Isabela Moraes sabe fazer muito bem.


Para conhecer mais o trabalho de Isabela Moraes:
Ouça a as músicas aqui
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Agenda:
Local: Teatro Difusora em CARUARU
Data: 08/Março
Hora: 21h
Ingressos: 30,00 (inteira) e 15,00 (estudante)
Informações: 81.9993.9635 / 9653.3334