terça-feira, 11 de setembro de 2007

Tropicália

No meio de toda a repressão e censura, tão conhecidas na época da ditadura, surge um movimento artístico que se tornou um marco da década de 60. Tropicália - uma revolução na cultura brasileira é a o nome da exposição que vai contar um pouco sobre grandes nomes, não só da música, mas do cinema, artes plásticas, teatro, arquitetura e da literatura, que fizeram história e deixaram sua marca.

A exposição, que está à disposição do público no MAM, Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, já passou por Nova York, e foi um grande sucesso de público. Inspirada do projeto de Lina Bo Bardin para o Teatro Oficina, em São Paulo, a exposição foi toda montada em cima de andaimes, dando vida ao conceito de precariedade, estratégia usada pelos tropicalistas. Essa estrutura participativa convida o visitante a reinventar a exposição, à medida que suas divisões, plataformas e rampas os conduzem por ela, estabelecendo, assim, contato com a mentalidade da Tropicália.

Tropicália dá destaque às principais obras da Nova Objetividade Brasileira, exposição apresentada no MAM, em 1967, e que contou com a participação de vários artistas, incluindo Lygia Clark, Antonio Dias, Hélio Oiticica e Lygia Pape, os quais buscaram definir uma identidade para a arte brasileira contemporânea.

A mostra já começa de uma forma diferente: contém uma piscina de bolas em sua entrada, o que atrai não só crianças, mas, também, adultos. E essa interatividade exposição-público pode ser percebida ao longo de toda a exposição, fazendo com que o público, literalmente, entre na alma desses artistas. Um exemplo dessa interatividade é a parte da mostra que contém as obras de Lygia Clark. Para ela, a obra de arte deve exigir uma participação imediata do espectador e ele, espectador, deve ser jogado dentro dela.

Assim, Tropicália traz uma linha do tempo documentando os anos-chave do período tropicalista, com trechos de shows de Gal Costa, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes e Caetano Veloso, bem como programas de televisão, exemplares de revistas, trailers e cartazes de cinema.

Esta exposição, com o patrocínio da Petrobras, é a primeira exposição que se dedica à Tropicália como momento cultural – que durou de 1967 a 1972 -, e que busca, também, mostrar suas influências nas novas gerações
de artistas nacionais e estrangeiros.


Tropicália - uma revolução na cultura brasileira
Até 30/9
MAM - Av. Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo.
R$ 4 (R$ 2 a meia entrada)

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